A entrega da Série 452 — unidades elétricas de grande capacidade para Cercanías e Rodalies fabricadas pela Alstom — acumula vários meses de atraso.
O processo tem sido alvo de polémica, uma vez que se afirmou que o fabricante se comprometeu a entregar as duas primeiras composições em junho de 2026, o que não aconteceu. Esse compromisso constava de um comunicado da empresa de 28 de abril, que indicava:
Nesse contexto, foi analisado o atraso do projeto face ao programa de referência. A Alstom confirmou a conclusão da fase de ensaios e a plena mobilização das equipas de Barcelona e do conjunto da empresa para entregar os dois primeiros comboios em junho, bem como um total de 16 unidades até ao final de 2026.
O Invertia noticiou ontem que a Alstom tinha cumprido, desencadeando a controvérsia. Na prática, os comboios não puderam ser entregues por ainda não disporem de autorização de colocação em serviço.
Perante a polémica, a Alstom esclareceu que nunca assumiu uma data de entrega. O fabricante refere que o compromisso no âmbito do Invest in Spain Summit 2026 foi o envio do dossier técnico à AESF em maio e a conclusão do fabrico (âmbito industrial) em junho.
A Alstom acrescenta conhecer os prazos da AESF — que podem atingir cinco meses para decisão — pelo que não se comprometeria com uma data de entrega. Fontes da empresa sublinham o cuidado na terminologia, reconhecendo, contudo, que a referência a “entrega” no comunicado de abril foi um erro.

