O concurso para 30 comboios de alta velocidade, com opção para mais 10, foi alterado. A Renfe estendeu o prazo de entrega de propostas até 23 de junho, em vez de 9 de junho.
O procedimento foi lançado a 1 de abril, apenas uma semana após a aprovação pelo Conselho de Administração da Renfe. Dada a sensibilidade do processo, os cadernos técnicos foram classificados como confidenciais e entregues em mão aos interessados até 21 de abril.
A urgência em substituir a envelhecida Série 100 e aumentar a oferta de alta velocidade levou a um prazo apertado de dois meses para analisar especificações e submeter propostas.
A extensão não altera, para já, a data de abertura das propostas económicas, mantida em 9 de setembro de 2026. Para assegurar a qualidade, o preço terá um peso de apenas 30% nos critérios de adjudicação.
30 novos comboios a 350 km/h
São escassos os detalhes, para além de um orçamento base de 1,563 mil milhões de euros e da exigência de entrada ao serviço em menos de quatro anos.
O calendário é exigente: as primeiras unidades devem ser entregues antes do mês 40 após a adjudicação, seguindo-se um comboio a cada mês e meio até concluir a encomenda no mês 78.
A principal característica técnica conhecida é a velocidade máxima de 350 km/h, em linha com a modernização da LAV Madrid–Barcelona anunciada em novembro de 2025. Juntar-se-ão às 26 unidades da Série 103, as únicas na Europa homologadas para essa velocidade.
Entre os candidatos mais fortes, pela maturidade dos produtos, linhas de produção ativas e homologações em curso ou concluídas, destacam-se:
- Alstom com o Avelia Horizon, plataforma de dois pisos; se a capacidade não for determinante, poderá propor o Avelia Stream, evolução que converge o AGV e o Zefiro da Bombardier.
- Hitachi com o ETR1000, referência da indústria italiana; a segunda geração, já sem tecnologia Alstom/Bombardier e com melhorias como maior espaço para bagagem, está em desenvolvimento.
- Siemens com o Velaro neo ou o Velaro novo; comercialmente, o fabricante procura colocar o novo, ainda sem clientes na Europa, enquanto o neo oferece fiabilidade comprovada e múltiplas homologações.
