O Gabinete do Comissário do Corredor Atlântico e a AECOC, uma das maiores associações empresariais de Espanha, apresentaram o Plano de Transporte Intermodal para o setor do Grande Consumo 2026, elaborado com apoio técnico da Ineco. O estudo atualiza a análise realizada há uma década e estabelece um roteiro para aumentar a quota modal ferroviária num setor que movimenta 843 mil milhões de euros e emprega 13% da população ativa.
A principal novidade é o conceito de “Comboio Mestre”, um padrão operacional que traduz as exigências dos carregadores em cinco pilares:
- Fiabilidade: garantir serviços regulares e canais horários fixos com elevada pontualidade.
- Competitividade: promover modelos multicliente que permitam economias de escala.
- Robustez: assegurar capacidade e frequência suficientes para responder à elevada rotação.
- Sustentabilidade: funcionar como instrumento-chave para metas de descarbonização.
- Transparência: suportada por ferramentas digitais com rastreabilidade em tempo real.
Não se trata de um serviço específico, mas de um modelo de referência para alinhar os intervenientes do sistema.
O relatório constata que, apesar do reconhecimento do potencial do modo ferroviário, a sua utilização continua limitada. Para inverter esta tendência, apresenta dez recomendações, incluindo melhorar a pontualidade, aumentar frequências, implementar serviços programados com canais atribuídos, fomentar modelos multicliente e reforçar a digitalização e a coordenação setorial.
Segundo o comissário José Antonio Sebastián, o objetivo é equiparar o caminho-de-ferro à rodovia em termos de fiabilidade e competitividade, tornando-o o eixo da cadeia logística.
