O Corredor Atlântico e a AECOC plano para captar mercadorias de grande consumo para o caminho-de-ferro

Um plano de transporte intermodal para 2026 define medidas para reforçar a quota ferroviária no setor de grande consumo em Espanha, com foco em fiabilidade, capacidade e digitalização.

O Corredor Atlântico e a AECOC plano para captar mercadorias de grande consumo para o caminho-de-ferro
IMAGEM 1. O Comissário do Corredor Atlântico, José Antonio Sebastián, ao lado de María Tena, diretora da Área de Transportes e Logística da Aecoc, e Elena Atance, diretora-geral de Transportes Rodoviários e Ferroviários do Ministério dos Transportes. © GABINETE DO CORREDOR ATLÂNTICO.

Miguel Bustos | 10-06-2026.

O Gabinete do Comissário do Corredor Atlântico e a AECOC, uma das maiores associações empresariais de Espanha, apresentaram o Plano de Transporte Intermodal para o setor do Grande Consumo 2026, elaborado com apoio técnico da Ineco. O estudo atualiza a análise realizada há uma década e estabelece um roteiro para aumentar a quota modal ferroviária num setor que movimenta 843 mil milhões de euros e emprega 13% da população ativa.

A principal novidade é o conceito de “Comboio Mestre”, um padrão operacional que traduz as exigências dos carregadores em cinco pilares:

  1. Fiabilidade: garantir serviços regulares e canais horários fixos com elevada pontualidade.
  2. Competitividade: promover modelos multicliente que permitam economias de escala.
  3. Robustez: assegurar capacidade e frequência suficientes para responder à elevada rotação.
  4. Sustentabilidade: funcionar como instrumento-chave para metas de descarbonização.
  5. Transparência: suportada por ferramentas digitais com rastreabilidade em tempo real.

Não se trata de um serviço específico, mas de um modelo de referência para alinhar os intervenientes do sistema.

O relatório constata que, apesar do reconhecimento do potencial do modo ferroviário, a sua utilização continua limitada. Para inverter esta tendência, apresenta dez recomendações, incluindo melhorar a pontualidade, aumentar frequências, implementar serviços programados com canais atribuídos, fomentar modelos multicliente e reforçar a digitalização e a coordenação setorial.

Segundo o comissário José Antonio Sebastián, o objetivo é equiparar o caminho-de-ferro à rodovia em termos de fiabilidade e competitividade, tornando-o o eixo da cadeia logística.

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