O ministro espanhol dos Transportes e Mobilidade Sustentável, Óscar Puente, instou, no Conselho de Ministros dos Transportes da UE em Luxemburgo, a acelerar o fabrico e a entrega de material circulante através de uma estratégia europeia comum.
Puente sublinhou que os principais fabricantes europeus não estão a cumprir os prazos contratuais, com atrasos médios de 2,5 anos na Europa e até três anos em Espanha. Consequentemente, o período desde a adjudicação até à entrada em serviço comercial estende-se para cerca de oito anos.
Entre as causas, apontou a elevada procura, a complexidade e a falta de harmonização dos processos de autorização, a reduzida normalização industrial e a ausência de infraestruturas de ensaio à escala europeia.
Para inverter a situação, pediu à Comissão Europeia que promova um diálogo estruturado com os Estados-Membros, fabricantes, parceiros sociais e a Agência da União Europeia para os Caminhos de Ferro (ERA), com vista à definição de medidas coordenadas que reforcem a competitividade do sector.
Puente reiterou que estes atrasos afetam a fiabilidade do serviço, aumentam os custos operacionais e limitam o crescimento dos operadores ferroviários.
Numa entrevista publicada esta manhã pelo ElEconomista.es, Ricardo Ramos, CEO da Siemens Mobility para Espanha e Sudoeste da Europa, defendeu que o principal estrangulamento reside nas autorizações. Antes do Conselho, Puente acrescentou que a insuficiente capacidade produtiva para responder à procura atual é outro fator.
