A Vueling, subsidiária do grupo IAG, anunciou o restabelecimento estável da rota Barcelona–Madrid a partir de 5 de outubro, com bilhetes já à venda até 29 de março de 2027. O reinício ocorre em consequência do aumento do tempo de viagem nos comboios de alta velocidade que, até dezembro, será de pelo menos 25 minutos; há comboios sem paragens que estão a demorar mais de 3 horas a completar o percurso.
A companhia aérea abandonou esta ligação em março de 2025 após mais de oito anos de operação, deixando a rota aérea exclusivamente nas mãos da Iberia. O sucesso da alta velocidade reduziu notavelmente a procura aérea, em especial após a liberalização e a descida massiva de preços.
Ao longo de 2026, a Vueling já reativou o trajeto em duas ocasiões: primeiro entre 9 e 22 de fevereiro, coincidindo com incidências na circulação dos comboios de alta velocidade, e depois até 29 de março, devido à elevada procura gerada pelos Prémios Goya, o Mobile World Congress e a Alimentaria.
Agora a companhia, que controla cerca de 40% da quota de slots no El Prat, justifica o regresso permanente numa procura sustentada ao longo de todo o ano, especialmente entre viajantes de negócios. Um sinal claro e inequívoco de que a gestão da Adif está a prejudicar gravemente o caminho-de-ferro. É urgente uma mudança profunda.
Até 11 frequências semanais
Durante outubro, a oferta será de dez frequências semanais, com dois voos diários de segunda a quinta-feira (manhã e tarde) pensados para viagens de ida e volta no mesmo dia, além de um às sextas-feiras e outro aos domingos. A partir de 31 de outubro serão adicionados os sábados, até completar 11 voos semanais.
A companhia aérea empregará aviões A320-200 com 180 lugares, pelo que a oferta semanal de lugares será de 1.980, equivalente a quase cinco comboios da série 103 ou quase quatro da série 108.
A rota Barcelona–Madrid é atualmente a segunda com mais operações no aeroporto do El Prat, apenas atrás da Barcelona–Palma.

