As maiores quedas verificam-se em Madrid–Málaga (-52%) e Madrid–Valladolid (-51%). Destacam-se ainda reduções em Madrid–Barcelona (-44%), Madrid–Alicante e Madrid–Córdova (ambos -43%), e Madrid–Valência e Madrid–Sevilha (ambos -38%). Mesmo em linhas convencionais ou de tráfego misto persistem descidas, como Madrid–Santander (-23%) e Barcelona–Saragoça (-11%).
No último ano, a tendência descendente manteve-se, com impacto relevante em Madrid–Múrcia (-18%) e nas ligações às Astúrias (-17%). A Galiza também regista reduções significativas.
Estes dados contrastam com preços divulgados nas redes sociais, com bilhetes até 200 € entre Madrid e Barcelona. Tais valores surgem tipicamente em serviços com baixa disponibilidade, devido a modelos de tarifação dinâmica.
Este enquadramento impulsionou a procura. Santiago de Compostela lidera o crescimento estival (+380%), seguida de Pamplona (+149%) e León (+139%), beneficiando de melhorias de serviço como a Variante de Pajares. Bilbao (+49%) e San Sebastián (+11%) também registam aumentos.
A evolução dos preços coincide com maior sensibilidade ao custo da viagem: 40% dos espanhóis pondera alterar a forma de se deslocar este verão, subindo para 49% entre os mais jovens.
